segunda-feira, 15 de junho de 2015

era uma lembrança boa

naquele dia eu quis te pedir pra ficar. um 'espera, espera!'  que se tudo tivesse dado certo deveria ter soado como 'por favor, tenta. tenta ficar mais um pouco'. você foi. foi mesmo. e eu senti muito dentro de mim por você ter sentido tão pouco.

é que depois de tanto cair e me esfolar, de tropeçar e me esconder, de recuar e recuar mais outra vez, eu reconheci na sua risada alta um jeito novo de achar graça na vida.

porque, no fim das contas, eu gostava da sua dúvida de sair ou ficar na cama. eu gostava da sua pose de segurança de banco. eu gostava de como você se defendia atacando. da matemática que fluía leve. do português direito. de como você fazia do difícil fácil e do fácil, impossível. porque, no fim das contas, o que eu gostava, enfim, era de você. 

mas você decidiu mesmo ir e eu fiquei com a vontade do dia seguinte. com a falta daquilo que poderia ter sido. com a lembrança do que não aconteceu. com tudo que nem deu tempo de sentir. 

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