terça-feira, 23 de julho de 2013

eu só queria que você soubesse

que não tem dado pra dormir. e que a insônia também não chega em paz. eu queria que você soubesse que, puta merda, de repente a gente não se falou mais. não se olhou mais. e isso me deu muito medo. porque eu sempre vivi uma vida em que as pessoas normalmente partiram, me deixaram. e, sério, isso nunca foi fácil. e se fosse assim com você ia ser uma dor do caralho.

ia ser legal se você soubesse que eu vi isso tudo nascer. a paixão, eu digo. eu a vi surgir. foi como nos dias em que eu fico bêbado. eu tomo o primeiro copo e o segundo. e vejo as coisas mudando. e tomo o terceiro, mas quando eu vejo, no quarto, já foi. e foi.

acho que você ia gostar de saber que nos últimos cinco meses, esses desde o carnaval, todas as canções cantaram essa história. todos os filmes contaram essa relação. todos os livros e textos descreveram o que eu acho que é isso.

eu queria que você soubesse que eu te acho um egoísta. um insensível. um imbecil que, sem ter noção, frustou aquele resto de expectativa de que, um dia poderia dar certo, ela, a vida. e que, ainda assim, é em você que eu penso. é pra você que eu volto.

e que eu tô bêbado e chorando agora e te achando o cara mais incrível do mundo. de novo. e que eu vou dormir e amanhã, quando acordar rindo e sóbrio, você ainda vai ser o cara mais incrível do mundo da minha vida.

eu só queria que você soubesse que não é nada. dor de estômago, fome, sono, brigas, saudades, vontade, tesão, tristeza, vontade de chorar, de te beijar, de querer você. eu amo você. não é nada. mesmo.