segunda-feira, 28 de março de 2011

carta-receita

"acho que ajudaria você ser menos difícil. menos intolerante. mais paciente, um pouco menos tímido, mais expansivo. menos agressivo, grosso, brigão. ciumento. acho mesmo que ajudaria ser menos ciumento. beber só três doses de vodca, anota aí. menos temperamental, borderline. parar de mentir. de fazer nêgo chorar. de dormir na mesa do bar. isso queima filme.

sem fechar a cara, sem se apaixonar fácil, sem criar histórias mirabolantes na cabeça. já falei do ciúme? porra, tá difícil aguentar suas cenas de ciúme de amigo, de amor, de paixão e ainda ter que conviver com a incrível arte de ter ciúme até de quem você não gosta. ser mais tranquilo, menos ansioso, menos amigão.

pra terminar: menos ironia, sarcasmo, perfume, reclamações, ciúme, depressão, indiretas, diretas, desdém, coração, expectativa, covardia e sacanagem. chega de loucura. sério. para de surtar. mais agilidade, atitude, papo bom, silêncio, destreza, tato, autocontrole. dá liberdade. dá espaço.

você não é a maria do bairro. para de drama. você não é uma princesa disney. para de drama.

sacou, fernando? acho que ajudaria."

quarta-feira, 23 de março de 2011

913

Os números não batem. Esta conta é meio irracional. É daquelas expressões cheias de parênteses, xis, ípslons e elementos ocultos. Talvez bem mais difícil do que as várias que eu nunca conseguia resolver no colégio.

Cheguei a 913. Tá certo? Amanhã sobe mais um. Corto todo o dia o zero de lá, o sinal de cá e nunca diminui.

Mas é assim mesmo. Números, operações, superações e coração tranquilo nunca foram o meu forte. E quando o assunto é amor ninguém me passa a cola certa.