quinta-feira, 19 de junho de 2008

Caminhos

Depois que um ex-amigo que está se tornando amigo de novo (vibe completamente Leila Lopes com Berenice) me disse uma frase que envolve cachorros, linguiças e cobras, eu tenho pensado muito mais na minha vida. Em como eu sou, o que eu faço e com quem eu me relaciono. E caramba! Como tem coisa errada que poderia estar muito diferente se eu quisesse. Muita coisa...
Com uma outra amiga tive uma conversa sobre caminhos que a gente escolhe seguir, e como fica difícil voltar atrás depois que este já está traçado e você já está na metade do percurso. Até dá pra voltar sim, mas o trabalho de reescrever o mapa da sua vida desanima. A gente continua no caminho errado até que um ciclo se termine. Aí sim, na maioria das vezes, você escolhe outra direção a seguir.
Tanta coisa acontecendo, tantos pontos finais se aproximando junto ao fim deste ano. A cabeça vai dando um verdadeiro nó. E é assim que eu estou me sentindo nos últimos tempos. Meio que completamente amarrado, preso num emaranhado de nós. Desatar é complicado. Principalmente para quem nunca teve facilidade nem em amarrar um cadarço do tênis.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A "gerenta" e a ausência da azeitona

A semana corria normalmente até que R$200 misteriosamente apareceram na minha conta do banco. Mais misteriosamente ainda eles sumiram. Bendito banco que percebe os seus erros sem que eu tenha que comunicá-los. Não deu nem tempo de comemorar, muito menos de ir à agência perguntar ao meu gerente o que tinha acontecido.
Aliás, acho tão íntimo essa coisa de falar com o "seu gerente". Às vezes eu penso que queria ter um contato maior com o meu gerente. Não sei nem o nome dele. Na verdade não sei se o meu gerente é gerente ou..."gerenta". Mas a vontade de ser amigo da minha gerenta (prefiro pensar que ela é realmente uma simpática gerenta com a cara da Malu Mader) passa depois que eu percebi que nunca fui à minha agência, nem pra assinar o contrato.
Na verdade, na única vez que precisei de auxílio dos funcionários desse banco, a moça da central de atendimento telefônico resolveu tudo tão rápido. É isso. Sou adepto da teoria "Converse com sua atendente". Ela ainda não é sua gerenta, não é a Malu Mader, mas tenta resolver seus problemas em uma só ligação.
...
Este agrado às atendentes da central de atendimento telefônico deve servir como um acalento ao ego desses profissionais que devem ter algum problema comigo. Depois da saga da Editora Abril que há uma semana me deixou em paz, ontem foi a vez da pizza. Ontem, a Raquel do tele-pizza riu de mim porque eu quis tirar a azeitona da pizza portuguesa.
- Mas é justamente a azeitona que dá o gosto na pizza!
- Eu não gosto de azeitona. Ainda mais essa preta...
- A gente pode trocar pela verde! Sem azeitona fica ruim, sô!
- Eu não gosto de azeitona mesmo, moça.
- Você que sabe... mas ninguém costuma tirar a azeitona...hehehe (riso sarcástico)
- Aham.
- Hahahaha... qual o endereço?
Agora numa pizza que tem quase 12 ingredientes no recheio, apenas um - a azeitona - dá o gosto. Não sei se a pizzaria é ruim, ou a azeitona é milagrosa. O que importa é que a atendente debochou de mim porque eu queria minha pizza sem azeitona. Vou levar esse problema com pessoas ao telefone para a terapia. Se eu fizesse, claro.
Considerações finais: Qual a importância de um 12 de junho se logo amanhã é sexta-feira 13?

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Novas abordagens

Achei que finalmente estava livre da Editora Abril depois da conversa que tive com o Felipe. Eis que chego ontem em casa e me deparo com um envelope de plástico transparente. Dentro, sem precisar abrir o envelope (claro, era transparente), era possível ver o seu chamativo conteúdo.

"O NOVO MUNDO DE FERNANDO" era o título.

Um livretinho com o meu nome na capa, e, uma margem com várias fotos de macacos, tigres, leões e outros animais selvagens. Ao fundo, a imagem de uma selva.

Eu fui ofendido ou isso tem alguma outra conotação que eu não entendi? É isso que eles fazem com quem tenta confundí-los nas ligações telefônicas?

Da próxima vez serei mais gentil pra ver se eles me mandam "O NOVO MUNDO DE FERNANDO" com fotos de cachorrinhos, ou qualquer animal que seja mais simpático e que cause menos dualidade de sentido do que macacos.

PS: É claro que dentro do livrinho dos primatas não tinha a minha biografia e sim, a propaganda de uma enciclopédia/atlas. Ainda assim eu não engoli essa história. A Editora Abril que me aguarde...

domingo, 1 de junho de 2008

Um personagem

Depois de ela muito insistir, eu disse sim. Afinal, era uma grande oportunidade de reencontro, e pelo que tinha me falado, o pessoal que estaria lá é muito legal. Não custaria nada e eu, definitivamente, não ficaria em casa todo o resto daquele sábado.
Pouco antes da hora de ir, comecei a sentir uns choques dentro de mim. Assutador. Os olhos começaram a doer só de virar a cabeça e muitos espirros. Muitos espirros. Estes são os sintomas da minha gripe. Mas ainda era um estágio muito inicial, nada que atrapalhasse o divertimento da noite.
Bisbilhotei um pouco o perfil das pessoas que estariam lá. Nada muito extravagante. Camisa branca, calça jeans surrada e All Star. Sem uma mãe em casa fica difícil prever que à noite faz muito frio.
Empolgado, fui em direção ao local marcado com a amiga para, de lá, irmos ao regabofe. O horário combinado? 17h. O horário em que a amiga chegou? 18h30. Nada que tirasse a minha paciência. Ela me trouxe um bombom para se desculpar pela demora. Eu cedi.
No local da festinha, setas indicando o local onde tudo iria acontecer. Em frente à última marcação, três garotas escrevendo cartazes com frases em francês. Sinal do que viria no resto da noite. Enquanto conversávamos num clima de harmonia sensacional em que eu tentava ser o mais simpático possível, um dos rapazes presente me questiona:
- Cara, você é assim mesmo? Ou você é um personagem, sei lá... você está fingindo?
Eu juro que já estava me divertindo e gostando das pessoas dali, me sentia à vontade e tudo mais. Justo quando eu estava sendo eu, não acreditam. As frases seguintes foram:
- Nossa, é mesmo! Você parece tímido, mas não é!
- É sério? Você está fingindo mesmo?
Foi só começo da noite em o mesmo garoto perguntou 13 vezes se eu sou vocalista de alguma banda; em que eu fiquei sabendo que o bairro que eu moro é "heavy metal"; que eu aprendi uma brincadeira chatíssima sobre bichos; em que a minha gripe aliada à falta de agasalho se transformou num princípio de pneumonia; e em que uma menina que eu nunca vi na vida chegava por trás de mim toda hora, cutuva meu ombro e saía correndo. E ela devia ter pelo menos 21 anos.
No fim das contas? Adorei. Não vejo a hora do próximo encontro, em que eu estarei bem agasalhado.