domingo, 2 de dezembro de 2007

Das impressões (e depressões) de fim de ano - Chapter One

Às vezes eu tomo coragem e falo. Dou risada, correspondo o olhar e até tento esboçar algum tipo de reação. Não, nada demais. Nada que possa comprometer e mostrar tudo que eu sinto. É preciso manter a guarda.
Sua presença me incomoda. Sua ausência mais ainda.
Um ano assim, sem poder falar nada pra ninguém. Mais uma vez os sentimentos ficaram trancados. Faltou coragem. Bateu na porte o medo do incerto, do inseguro, de ações, reações e inércias.
Agora falta pouco tempo. Ainda vale a pena tentar virar o jogo? Ainda há tempo de colocar as cartas na mesa, jogar os dados? Não sei se te conheço.
Dói ter que viver assim. Dói imaginar que vai terminar assim.
Um ano com e sem você.

O que será de nós em 2008? De todos nós.

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